terça-feira, 17 de novembro de 2009

O manto vermelho - parte II


~ A Floresta do Portal ~

Eu encarava Tony com uma curiosidade imensa: Que tipo de criatura ele é ? Para que veio me buscar ? Como isso tudo aconteceu ? - eu me perguntava repetidamente
- Aguarde, seja paciente, você vai saber tudo o que está acontecendo, mas precisa confiar em mim. Você está disposta a vir comigo ? - questionou
- Para onde ? - minha testa se enrugou pela terceira vez só naquela manhã.
- Para a Floresta do Portal.
- Hein ?
- Para o bosque da Rua Clynton.
- Por que
Portal ? - perguntei curiosa
- Porque aquele lugar guarda um portal para onde devemos ir.
- Vou acabar me encrencando com minha mãe.
- Isso é o de menos, Jane. Tem pessoas correndo perigo, sabia ?
Ele murmurou algo, mas não entendi muito bem. Pensei ter ouvido:
Bom, não exatamente pessoas... E isso me deixou ainda mais curiosa.
- Se vai me levar para algum lugar, terá que me ajudar com Chloe ao retornarmos - disse a Tony
- Tá. Tudo bem, te ajudarei - respondeu ele ansioso - Você vem ?
Pensei nisso por um minuto. Minha vida era totalmente sem graça, nada acontecia desde sempre, sem emoções, aventuras. Era completamente diferente daquilo que eu lia nos livros e via nos filmes. Eu estava sedenta de "animação". Sempre foi isso que faltou em minha vida: animação, aventura e emoção. 15 anos e nada de diferente para contar.
- Sim, vou - disse rapidamente, antes que ele mudasse de idéia e procurasse outra pessoa.
Ele abriu um leve sorriso
- Ótimo. Venha
Eu o segui até um carro preto e reluzente. Tinha os vidros todos negros.
Entrei no carro logo após de Tony.
Pegamos um caminho conhecido, para a Floresta. As ruas estavam molhadas, era época de chuva, e isso deixava a cidade com cara de sombria.
Sempre morei no mesmo lugar pequeno, com o clima instável e maluco, com grandes casas e ótimos locais para descanso. Calmo, até demais, às vezes.
Ao chegarmos, Tony saiu do carro e eu o segui automáticamente.
Ele me puxou para um pequeno portão enferrujado, que, imagino, fora dourado no passado. Ele era escondido por muitos galhos e folhas. Atrás dele, nada era visível. Apenas o breu.
- Vista isso - disse-me Tony entregando o manto vermelho e macio - E fecho os olhos
Obedeci rapidamente, meu coração batendo cada vez mais rápido, ansioso pelo que viria a seguir.
A única coisa que senti foi um vento forte, que lançou meu cabelo solto para trás. Depois disso, apenas o silêncio.
- Chegamos. Pode abrir os olhos agora - disse Tony quebrando o silêncio
E então eu abri.
Pisquei duas vezes por causa da claridade que vinha do local.
Observei atentamente, girando o corpo para não perder nenhum detalhe. Esfreguei os olhos para ver se estava sonhando. E não estava.
Aquele lugar era mágico, absolutamente fantástico e completamete maravilhoso. O verde da grama e das folhas era vivo, as flores eram coloridas e tinham um aroma delicado e suave. Tinha uma cachoeira, linda. Em sua volta, um arco-íris.
Enquanto eu observava, um criatura pequena, magra, com feições miúdas, linda, veio ao meu encontro animadamente, com um largo sorriso nos lábios. Ela tinha o cabelo loiro todo repicado.
- Oi, Jane! - me comprimentou ela - Sou Laylla, muito prazer.
- Oi - eu disse com um sorriso discreto, tímida - Prazer
- Laylla, poderia levar Jane até os Lake para que eles a expliquem o que está acontecendo ? - perguntou Tony à Laylla - Assim também poderão se conhecer melhor. Laylla lhe explicará tudo, Jane - disse ele para mim.
- Claro que sim, Tony - respondeu Laylla pegando minha mão, enquanto eu apenas assentia - Vamos, Jane !
Ela me puxou para um outro portão, desta vez dourado e cheio de flores coloridas em volta. Não pude deixar de notar que nele havia um 'L' desenhado numa caligrafia perfeita.
Eu aguardei ainda contemplando a paisagem enquanto Laylla fechava o portão.
- Gostou daqui ? - me perguntou ela seguindo meu olhar
- O que ? Aqui é maravilhoso. Estou tão acostumada com a simplicidade da minha cidade que... Nossa ! - eu disse, maravilhada - Que lugar é esse, Laylla ?
- Bem-vinda à Maile*



*Maile= se lê Meili

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O manto vermelho - parte I


~ Tony ~

Acordei na sexta-feira com a minha mãe gritando o meu nome:
- Jane ! Filha, acorde, você vai se atrasar para o colégio !
Não acordava com a minha mãe me chamando à 5 anos. Aprendi cedo a levantar quando o despertador tocasse.
Olhei minha mesinha de cabeceira, onde estava o despertador que eu ganhara de presente da minha tia e um porta-retratos com uma foto minha e do meu pai.
Perdi meu pai com 4 anos de forma brutal e tenho certeza que isso interferiu no meu crescimento. Eu era muito apegada à ele, mais até do que à minha mãe.
Parei aí, pois sabia que se continuasse pensando nele, as lágrimas traiçoeiras acabariam saindo.
Minha mãe sempre soube do quanto eu sentia falta da minha figura paterna e sempre se esforçou ao máximo para que eu não sentisse esse "espaço vago". Ela também sente falta dele, eu sei disso, mas não demonstra. Chloe Morryth sempre foi muito orgulhosa, e nunca gostou de demonstrar fraqueza e vulnerabilidade.
Eu sempre sorria ao pensar em minha mãe. Extremamente carinhosa e alegre, ela nunca me deixou na mão, e eu, também nunca a deixei.
Troquei de roupa rapidamente e corri para o banheiro. Escovei os dentes e lavei o rosto, com a certeza de que chegaria atrasada.
Voltei para o quarto, peguei a mochila e os livros e desci a escada, quase batendo de frente com a minha mãe.
- Jane, que horas foi dormir ontem ? - ela perguntou com as mãos na cintura
- Mãe, juro que não dormi tarde. Eu não sei o que está acontecendo, ando com muito sono ultimamente.
- Hmm, sei... Vá tomar seu café antes que se atrase ainda mais !
Fui até a cozinha e me sentei na cadeira. Comi uma torrada e tomei um gole de suco.
- Tchau, mãe ! - gritei indo para a porta
- Tchau, boa aula ! - disse-me ela.
A escola era perto, então, ia andando todo dia.
Disparei pela rua e, com a correria, nem percebi que tinha deixado a mala aberta.
- Droga - resmunguei me abaixando para pegar os livros.
Fui voltando todo o caminho para pegar o material, mas parei com a sensação de que alguém estava me olhando.
Olhei em volta, mas estava quieto. Ainda era cedo e muitos ainda estavam na cama, a rua estava praticamente deserta.
Observei mais atentamente, prestando atenção em arbustos, postes e outros locais que as pessoas costumas usar para se esconder, até que, finalmente, avistei algo fora do comum: um manto vermelho sangue, largado no chão, como se alguém o tivesse jogado lá.
Sempre fui muito curiosa, então, fui até o manto para olhá-lo mais de perto.
Naquele momento, o colégio estava em segundo plano.
Hesitei ao chegar perto, mas toquei o tecido. Ele era diferente, macio de um modo que eu nunca havia sentido.
Não é seu, pensei comigo mesma quando estava prestes a pegá-lo para mim.
Foi aí que senti alguém atrás de mim.
- Perdeu algo ? - me perguntou o estranho com o mesmo manto de uma cor mais escura.
- Não, desculpe-me - respondi educadamente - Hmm, o senhor poderia me dizer se este manto é seu ?
- Não, não é meu - Ele hesitou - Este manto pertence à você, Jane.
E então, ele tirou o capuz que cobria o rosto. O estranho era lindo de uma forma inumana que eu nunca tinha visto. Sua pele tinha a aparência de macia e delicada. Tinha os traços jovens, então dedusi que tivesse mais ou menos a minha idade.
Fiquei completamente confusa.
- Meu ? - questionei - E como sabe meu nome se eu nem o conheço ?
- Todos do lugar de onde venho sabem quem você é. Eu vim buscá-la.
Me buscar ? Para onde vou ? - pensei
- Sim - disse ele quando eu estavas prestes à perguntar - Vim buscá-la para uma espécie de missão.
- Mas... como... você... ãhn ? - eu estava perdidamente confusa
- Eu tenho um certo... poder. Posso ouvir o que as pessoas estão prestes a falar
- E
o que você é, exatamente ?
- Sou uma criatura muito... - ele se interrompeu olhando por cima do meu ombro e se aproximou - Eu explico à você depois. A propósito, me chamo Tony.
Assenti sem dizer nada, totalmente perdida em pensamentos, tentando absorver aquilo que estava acontecendo de uma maneira concreta. Não obtive resultados consideráveis.

O manto vermelho - prólogo


Prólogo
Normal.
Essa com certeza não é a definição certa para a minha vida.
Estranha.
Certo. Imagino que esteja entre estranha e ... assustadora - apenas para alguns.
Minha vida é um pouco mais emocionante do que a vida de qualquer outra adolescente de 15 anos.
Mas sempre enfrentei tudo de cabeça erguida, assim eu fui criada.
Sempre tive certeza de tudo aquilo que eu queria e fazia.
Este é o primeiro momento em toda a minha vida que não tenho certeza de nada.

Dos livros para a aula de redação ...


Sempre escrevi bons textos nas aulas de redação, mas nunca com uma inspiração.
Assim como a de muitas outras fãs, eu tenho certeza, a Sega de Crepúsculo mudou a minha vida - falando de um modo não exagerado. Antes de conhecê-la, via ficção e suspense como uma coisa longe da minha realidade de tímida, meiga e estudiosa. Achava que tudo isso era coisa de outro mundo, de um planeta distante. Mas a minha visão disso mudouem julho de 2OO9, quando eu comecei a ler a série.
Numa aula de redação, tivemos que escrever um texto com o 'conceito de verossimilhança' e, prestando a tenção nas explicações, a ideia surgiu sem esforço na minha cabeça. -" Vou fazer um texto com tudo aquilo que Stephanie criou, só que de uma maneira diferente. Vou me inspirar na saga, nada mais. "
E então, depois de quatro horas escrevendo à lápis em folhas de fichário, surgiu a história que, no meu caderno, está bem mais simples.
Depois da leitura, recebi palmas dos colegas e elogios do professor. (Sem querer me gabar)
Chegando em casa, eu pensei: "Bom, eu tenho um blog de 'Crepúsculo', por que não escrever a minha história de uma maneira mais detalhada ?"
E aqui estou eu.




*primeira parte no próximo post.*

domingo, 13 de setembro de 2009

O início de uma febre

Tudo começou quando Stephanie Meyer teve um sonho e decidiu fazer esse sonho virar um livro.
No começo, Stephanie achava que ninguém ia gostar e todos iriam rejeitar seu livro, o que não aconteceu.
A série de 4 livros de Stephanie se tornou o best-seller mundial mais lido pelos adolescentes, empatado com a série de J. K. Rowling, Harry Potter.
Os livros contam a história de Isabella Swan, uma simples garota que vai morar com o pai em Forks e acaba se apaixoando pelo vampiro Edward Cullen.
Assim como os livros de J. K. Rowling, a saga de Crepúsculo também está se tornando filme, com o primeiro já lançado e o segundo para estreiar dia 20 de Novembro aqui, no Brasil, e também nos EUA.
Os filmes tem como protagonistas:
Kristen Stewart, como a humana Bella.
&
Robert Pattinson, como o deslumbrante Edward.